15 novembro 2007

A mente humana é um estúdio de divertimento


Martin Parr

Se, como se diz, o corpo humano é um campo de batalha, então a mente é um estúdio de entertainment. O que é que explica que A História da Pide tenha merecido dos media uma atenção fugidia e relativa a um aspecto menor (foi a Pide nais benigna que as congéneres das ditaduras europeias de entre guerras?) e o livro dos amores entre Salazar e a Micas, essa coisa sinistra que lembra a pederastia dos anos 50, de sotainas, governantas e afilhadas agradecidas, surgir, recorrente e sem contraponto, nos noticiários e jornais de referência?

(Ver a propósito de A História da Pide, de Irene Flunser Pimentel, Temas e Debates 2007, os posts de Rui Bebiano e João Tunes e os comentários de Irene Pimentel.)

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20 agosto 2007

Comem o cérebro



(corte de Ascídia adulto. Repare-se na organização do organismo em torno de uma traqueia central, onde circula a àgua, e na existência de um testículo e de um ovário. Junto à boca, uma pequena vesícula pomposamente designada por gânglio nervoso.)

A ascídia, um pequeno protocordado dos corais, nada energicamente nos primeiros tempos da vida, à procura de comida. Quando encontra um habitat no coral, liga-se a e ele definitivamente. Então, não necessitando mais do cérebro para perceber o seu mundo, come-o.

(história contada por Steven Quartz e Terrence Sejnowsky em Liars, Lovers and Heroes, Harper Collins, p 100-101)

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