02 novembro 2005




(O livro de Joseph Roth é sobre Franz Tunda, um homem totalmente supérfluo. Esse foi o livro que dei a Lúcia, quando a visitei em Strasbourg, este Verão ou há onze anos. Não que fosse então um homem sem profissão nem amor, sem esperança nem egoísmo. Gostava do título, Die Fluchte ohne ende, do autor e da época fascinante em que escreveu, quando as cidades da Europa central tinham outro desenho, se falava yidish nas praças, nos cafés e nas farmácias. Tinha ouvido uma conferência de Ilse Pollack sobre Roth, comprado o livro, pensado que viajaria um dia à procura dessa memória que o meu avô me escondera. Além do mais acalentava a ideia de Lúcia poder ser parecida com Irene Hartmann.)


(Fleur Jaeggy, nascida em Zurique e a viver em Milão escreveu Les annés bienheureuses du châtiment, Os felizes anos do castigo, o livro que decide Pasaviento a visitar Herisau e Appenzel.)

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