22 julho 2003

Jogos florais

O meu vizinho publicista e eu temos uma coisa em comum: usamos a mala dos carros como biblioteca. De manhã dizemos bom dia, abrimos ao mesmo tempo as malas e ele aproxima-se estendendo-me o último lançamento da sua colecção de poesia. "É um poeta jovem!"- como se fosse um elogio. Abro uma página ao acaso e para esconder o desalento retiro de um caixote o livro onde uma mulher escreveu um poema que começa assim: " Saí para o engate depois da meia-noite...". Ele lê, com cara de grão de bico, devolve-me o livro e diz: "Sim, e depois?"

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