22 dezembro 2003

No Natal comprem livros, porra!

Prendinhas para a famí­lia e para os amigos. Comprem livros, porra. Mas Vista Alegre, não. Equador, já toda a gente tem. Lobo Antunes? Só se for para o Saramago. Com garantia de que vai ler. E vice-versa. Meia-noite? Eu não leio escritores que se deixam fotografar de cócoras para o sor zé manel furnandes. Cuidado com as Antologias. Os mercenários da cultura fazem colheitas de natal. Dêm 4,9 euros a um arrumador que sempre sabem o destino. Ou vocês conhecem a ajuda do berço?
Humildemente vos deixo algumas sugestões:

1. Coetzee, claro. Enquanto não vem Elisabeth Costello e as suas conferências no Altona College de Williamstown, Pennsylvania, dêm As vidas dos Animais, Temas e Debates, 1ª ed. Maio de 2000. E a propósito, leiam a reflexão de Peter Singer e, antes de sermos de novo submersos pela cacofonia

2. Ética Prática, de Peter Singer, da Gradiva, col. Filosofia Aberta, 1ª ed. Março de 2000.

3. Vila-Matas, Paris no se Acaba Nunca, Anagrama, 2003

4. Literatura latino-americana. Roberto Bolaño, El gaucho insufrible ou Amberes;
Alan Pauls, El Pasado ; Ricardo Piglia, Respiración Artificial, todos na Editorial Anagrama, Barcelona.

8. Richard Dawkins, O Rio que Saí­a do Eden, Uma perspectiva darwiniana sobre a vida, na Rocco- Temas e Debates, 2002

9. Spoon River, Uma Antologia de Edgar Lee Masters, tradução e prólogo do José Miguel Silva, na Relógio D'Água, 2003

10. Poema do manicómio de Mondragán de Leopoldo Maria Panero, edição bilingue da Alma Azul, fevereiro de 2003

11. Dêm poesia, claro. Manuel de Freitas, tudo, não esquecendo os poemas publicados em Telhados de Vidro e na PERIFÉRICA. Rui Pires Cabral (Praças e Quintais); José Miguel Silva; Pedro Mexia, claro; Bernardo Pinto de Almeida, Marin, na & etc; Manuel António Pina, Os Livros, na Assírio.

17. Um livro de fotografia de Duarte Belo, Uma Espada Trespassa o Coração, Assírio, 2003.

18. Um policial de Bernard Schlink, Neblina sobre Mannheim, da ASA

19. E se nada disto vos apraz, Bardamerda, de Autor-Anónimo, & etc, Julho de 1999 do qual recolho o pequeno poema sem título com que vos deixo:

Tinha um cu admirável,
embora- de perfil-
lembrasse decididamente
o descuido mís­tico
do último Heidegger

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