30 janeiro 2004

Síndrome do senhor Palomar

Queria falar de mamas. Adorava. Passei o dia a pensar no tom exacto. Andei às voltas entre a comoção, o espanto, o apreço, a recolhida homenagem, o sobressalto ou a gratidão. Mas não consigo. Sinto sempre na cara o rubor de uma estalada talvez merecida. Silvano, talvez tu, com tesão sem vergonha, conseguisses. Chamo a esta inibição o síndrome do senhor Palomar*. Talvez um dia, depois do divã, eu consiga. Estou curiosíssimo.


*de Palomar (O seio Nu), Italo Calvino, editorial Teorema, 1985

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