Flores para a Manela

Murcharam assim depressa as flores que um dia tinham florido a medo. Vimos que te tinham enviado e trememos. O que vai ela fazer às flores? Mas há um momento de grandeza em cada um de nós e até uma plutocrata pode por vezes juntar-se à correnteza. Não foste capaz. Viste os 99,9% e foste declarar-lhes o teu amor ao Partido. Amor àquela merda cuja razão de ser é tomar o poder e conservá-lo, distribuindo as benesses pelos plutocratas, onde quer que eles estejam. Amor aos líderes distritais e concelhios, essa escória cuja glória é sentar-se duas vezes ao ano ao lado dos barões nacionais. Amor aos que fazem, escondem, legitimam o negócio imundo.
Passaremos a olhar para ti como para uma pobre mulher, de carteira e sem tempo para o seu corpo, que ama o Partido. Duram tão pouco tempo as flores nas jarras das mulheres a quem só resta o amor do Partido.
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