15 setembro 2004

Crime no Sul de França (epílogo)

A estupefacção foi interrompida pela entrada em cena de uma mulher muito alta, loira, que, aparentemente alheada do que se passava se aproximou do assassino e com um movimento hábil o imobilizou e algemou, antes que dois colegas seus tivessem tempo de a ajudar. Apresentou-se como Marie José Fatias, agente da Policie des Moeurs Nouveaux. Explicou-nos que há algum tempo suspeitavam da perigosidade do marido de Rita, indiciado por delírio de ciúmes. Rita e os rapazes portugueses apunhalados já se tinham levantado do chão e começado a limpar o sangue. Também a lâmina do assassino era falsa. A verdadeira fora previamente substituída por um artefacto muito semelhante, mas inofensivo. Rita sacudia o sangue e sorria. Ao limpar o antebraço retirou também o horrível aleijão e um braço liso, tenso, brilhou na noite de Arles. A agente Marie José Fatias afivelou a T-coat e declarou que entrava em férias e, se não víssemos inconvenientes, acompanhava o grupo até Lyon. Os rapazes disseram: que coisa boa esta Polícia dos Novos Costumes, entreolharam-se e vi que uma viagem exaltante estava ali mesmo a começar.


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