29 setembro 2004

Diário do homem que via passar a florista

Tenho um contrato de vida precário.
A chegar ao fim. O mercado está bom e conto renovar.
Ou pelo menos renovar a roupa.
Acho que ela me vê muito cinzento.

Diz-me na tua escala:
sou o homem da tua vida
ou um amigo com quem te deitas.
Estou à beira da promoção final.

Talvez não seja Coetzee a leitura indicada.

Ou talvez não seja a florista
A pessoa indicada
Para cruzar todos os dias
de manhã.

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