25 dezembro 2005

Adelina improvável




Baixinha, sempre vestida de preto e a fumar compulsivamente, a voz arrastada pelos neurolépticos, e no entanto uma mistura de força e doçura, conhecedora dos catálogos da EMI classics, da Deutsche Grammophon, da harmonia mundi.Tantos anos depois, a Adelina havia de gostar de saber como foi lembrada num dia de natal.

Je meurs sans mourir nuit et jour,
Et sans voir la main qui me tue:
Destins qui m'en donnez l'amour,
Pourquoy m'en ostez vous la vue?
Ce qui reste n'a point d'appas;
C'est peu que de voir tout quand je ne la voy pas.

Le Ciel de mon aise jaloux
Se plaist en mon inquiétude;
Je fuy les objets les plus doux;
La Cour m'est une solitude,
Je préfère à tous vos appas
Les ombres de la nuit & celles du trespas.


Air de cour, Antoine Boesset, 1587-1643

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