29 janeiro 2006

Ácido Sulfúrico



Estive mesmo para pôr Amelie Nothomb como uma das mulheres do Mal. Depois retraí-me. Este blog tem de ter alguma seriedade. Além disso revelar preferências literárias incorrectas é como ter um engano na escolha das meias. Finalmente não sei se o Bonirre aprova. Mas eu gosto. Desta mulher nascida no Japão, há 38 anos, filha de embaixadores belgas, que passou a infância e adolescência na China, Estados Unidos, Laos e Bangladesh, onde, no dia 13 de Janeiro de 1981, dia de Santa Amélia, com treze anos, deixou de comer, “por não poder ver o espectáculo violento e constante da fome.” Gosto do Temor e Tremores ( “Stupeur et tremblements”) e menos da Higiene do Assassino e da Metafísica dos Tubos. Gosto muito das botas e menos dos chapéus e dos cemitérios.
Amélie Nothomb dá este fim de semana uma entrevista a Babelia a propósito da edição em castelhano da Biografia da Fome. Aí refere” esse cinismo extraordinário que leva a culpar as vítimas, a negá-las e a culpá-las das desgraças que sofrem. E isso ao mesmo tempo que, em todo o mundo, todos, incluindo os verdugos, querem ser vítimas.”

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