31 janeiro 2006

A História do Homem, de Robin Dunbar



De Robin Dunbar a Quetzal acaba de publicar A História do Homem. Dunbar é um arqueólogo, professor de Psi Evolutiva em Liverpool. Divulgador do conceito de intencionalidade e das várias ordens de intencionalidade, desde o grau zero (os computadores, as bactérias e alguns insectos): “mentes” que não têm consciência de si-mesmas; de primeira ordem (mentes que se vêm a si mesmas); de segunda ordem (mentes que atribuem intencionalidade a outras mentes); e por aí adiante até à intencionalidade de quinta ou sexta ordem, que só explicamos recorrendo a mentes excepcionais como a de Shakespeare.
Dunbar cunhou a expressão número de Dunbar, para caracterizar o número de indivíduos com os quais podemos estabelecer uma relação. Este número é de 150, e está limitado pela capacidade e desenvolvimento do neo córtex.
O livro propõe uma história da humanidade recorrendo a estes e outros conceitos da psicologia evolutiva.
A edição da Quetzal não indica o ano, o título ou editora do original ( foi a faber and faber, em 2005).

Como sucede frequentemente, apesar da obra ter revisor que se assina, a situação é lamentável. Descuidos primário. À página 16 já fomos incomodados seis vezes com hífens despropositados e desacordos de género. Mas é assim. Se Sebald foi tão maltratado com a Teorema, porque é que Dunbar havia de ser poupado.

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