18 janeiro 2006

O horror quotidiano


A leitura dos principais jornais portugueses é uma experiência demolidora. A realidade nacional é dominada por uma campanha sórdida e por atoleiros chamados Envelope nove, Eurominas, Apito Dourado. Com a América Latina a eleger um índio e uma mulher, não há um correspondente local, um enviado especial, um comentário. A nota de diferença é assinada por Regina Guimarães, uma escritora a quem perguntaram como é que queria que na sua área, fosse Portugal em 2006. Regina solta um grito libertário contra a divisão do trabalho, divisão do fazer/prazer, divisão da vida em partes insensíveis. Mas está sózinha. Sempre que entregam uma coluna a um político ou a um dos comentadores entronizados, o que nos dão é o lixo do costume, o lixo vulgar dos passeios. Lopes é um covarde. Depois de, na semana passada, ter dado um arzinho da sua graça desalinhada, vem pedir desculpa à sua maneira. Podia ao menos nomear por extenso os seus habituais detractores. E agradecer aos indefectíveis apoiantes. Entre os quais, que me lembre, estava V. e a N.M., sempre dele saudosos.

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