23 janeiro 2006

Uma derrota



Uma derrota é uma derrota é uma derrota. Se Cavaco ganhou, tanto dá que tenha sido por meio como por oitenta por cento, na Calheta do Jardim. Os bem-pensantes saem das derrotas mais vergonhosas, tão limpos como entraram. A culpa foi de quem dividiu, dizem. A culpa, a culpa. A unidade do Espírito Santo. A unidade popular. Dividir é, para eles, recusar à direcção de Sócrates a representação da esquerda. Eu sinto-me derrotado e quero que me vejam derrotado.

Olhem o céu de Portugal.Ele reflecte agora a pobre terra infértil.

Houve quem, à esquerda, e aqui entre nós, se sentisse aliviado com a vitória de Cavaco à primeira volta.

Houve de tudo, Margarida. Houve uma mulher que assina Mary e dormiu em sossego. Mas Mary, o seu sossego é tão destituído de sentido como a minha insónia.

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