06 fevereiro 2006

Crime e castigo

Em Agosto uma mulher atirou-se do quinto andar. O menino viu. Foi ela que não quis viver mais, disse-lhe a mãe. O menino começou com dores nas mãos e nos pés. Não podia escrever e só conseguia estar descalço. Deixou de ir à escola. Há algum morto a queimar as minhas mãos, dizia o menino. Não conseguia dormir. Perdeu quatro quilos no primeiro mês. Só conseguia alívio mergulhando as mãos e os pés em água fria. Vai reprovar, dizia a professora. Não foi crime, assegurava-lhe a mãe. Que gasto de água, exclamava o pai.

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