18 abril 2006

Uma valsa com mil tempos



O primeiro perdeu-se.
Foi a guerra, a montanha,
o barco do aborto,
o pacote Vila -Matas a vinte euros na assírio.
Diz os jardins, as livrarias, diz.

A emocionada escrevente
naufragou no canal.
No tempo do verão quente
um barco no Faial.
Um imbecil trabalha nos correios
ouve rádio, faz a alucinada
viajem da Europa.

A estrela cozida na pele,
foste ficando só,
as crenças, uma ganga sem préstimo
nem cor.
Vandalizaram as bibliotecas,
incendiaram carros,
insultaram,
e levavam as tuas bandeiras.

Barra, horizont, lençol
- Curto tempo de mar.
Bastam estradas de pó,
a rocha ferida de onde jorra
um sangue que conheces.

Respirar o mesmo veneno,
a mesma hemoptise, a asfixia,
o mesmo silêncio aceso
neste tempo de morte.

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