14 maio 2006

Love Unexpressed: Constance Fenimore Woolson




The sweetest notes among the human heart-strings
Are dull with rust;
The sweetest chords, adjusted by the angels,
Are clogged with dust;
We pipe and pipe again our dreary music
Upon the self-same strains,
While sounds of crime, and fear, and desolation,
Come back in sad refrains.

On through the world we go, an army marching
With listening ears,
Each longing, sighing, for the heavenly music
He never hears;
Each longing, sighing, for a word of comfort,
A word of tender praise,
A word of love, to cheer the endless journey
Of earth's hard, busy days.

They love us, and we know it; this suffices
For reason's share.
Why should they pause to give that love expression
With gentle care?
Why should they pause? But still our hearts are aching
With all the gnawing pain
Of hungry love that longs to hear the music,
And longs and longs in vain.

We love them, and they know it; if we falter,
With fingers numb,
Among the unused strings of love's expression,
The notes are dumb.
We shrink within ourselves in voiceless sorrow,
Leaving the words unsaid,
And, side by side with those we love the dearest,
In silence on we tread.

Thus on we tread, and thus each heart in silence
Its fate fulfils,
Waiting and hoping for the heavenly music
Beyond the distant hills.
The only difference of the love in heaven
From love on earth below Is:
Here we love and know not how to tell it,
And there we all shall know.


Fenimore (Constance Fenimore Woolson)


As mais doces notas nas fibras do coração humano
Emperram com ferrugem;
Os mais doces acordes, enaltecidos pelos anjos,
Sufocam com o pó;
Tocamos e voltamos a tocar a nossa triste música
Sempre sobre tensões pessoais,
Enquanto sons de crime e medo e desespero
Voltam num doloroso refrão.

Atravessamos o mundo como um exército em marcha
Com ouvidos à escuta,
Cada um desejando, suspirando pela música celestial
Que nunca ouvirá;
Cada um desejando, suspirando por uma palavra de consolo
Uma palavra sensível de alento,
Uma palavra de amor para animar a viagem interminável
Pelos dias difíceis e atarefados na terra.

Somos amados e sabemo-lo; no que respeita à razão
Isso é suficiente.
Por que haveria alguém de parar e oferecer um gesto de amor
Terno e delicado?
Por que haveria alguém de parar? Mas os nossos corações sofrem
Com a dor rutilante
Do amor faminto que anseia por ouvir a música
E espera e espera em vão.

Nós amamos e os outros sabem; se vacilamos
Com os dedos entorpecidos,
Entre as cordas não utilizadas dos instrumentos do amor,
As notas ficam mudas.
Encolhemo-nos para dentro numa aflição calada,
Deixamos as palavras por dizer,
E, lado a lado com aqueles a quem mais amamos,
Em silêncio caminhamos.

Assim caminhamos, e em silêncio cada coração
Segue o seu destino
Esperando e ansiando pela música celestial
Além dos montes longínquos.
É apenas uma a diferença entre o amor no céu
E o amor cá em baixo na terra:
Aqui amamos e não sabemos como dizê-lo
Lá todos vamos saber.



(tradução enviada por at.)

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