30 junho 2006

Afirma Pacheco

A excelente crónica de Pacheco Pereira no Público de ontem explica várias coisas: Como a política de Sócrates é a de M. Ferrreira Leite por outros meios. Porque é que o PSD não consegue fazer oposição credível. Como se instalou, "abafando tudo, um consenso de rebanho, entre elites, políticos e jornalistas".
Se o motivo para os “não-socialistas” fazerem oposição a Sócrates é “ele ser socialista” Pacheco vai ter de esperar. Os “não-socialistas” são pragmáticos como Sócrates e sabem que não é a ideologia que impede os negócios. Se, como diz Pacheco, a única oposição possível é a liberal, essa não faz falta, porque está no governo, da forma menos custosa para a sociedade, a fazer a terminação-sem-dor do Estado Providência.
Pacheco queria mais e mais depressa: “um Estado que garantisse uma protecção social mínima para quem realmente a exige, limitar a esse mínimo de solidariedade social básica o carácter distributivo dos impostos, assim libertando para cada um a gestão da sua segurança e para a economia recursos de que o Estado tem vindo a apropriar-se.”
Essas soluções já foram testadas. E o Estado mínimo que as suporta não é assim tão mínimo. Precisa, vá-se lá saber porquê, de boas polícias para os descontentes e invejosos.

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