10 julho 2006

Acabou o Mundial viva Bento XVI


Depois do futebol não há como a Igreja Católica para nos espantar. Eu esperava que Bento XVI, um teólogo, se preocupasse por exemplo com a questão que a obra de Geza Vermes, o catedrático de Oxford, levantou: “Jesus não esperava falhar como falhou”. (ver Mil Folhas deste sábado). Ou desenvolvesse o tema da ausência de deus em Auschwitz. Nunca deixarei de me surpreender com a obsessão homofóbica do Vaticano. Se a homossexualidade existe de maneira tão evidente entre todas as criaturas de deus, ainda havemos de ver os nossos bispos em cruzada contra os bonobos e as leoas, o polvo e a mosca do vinagre, a pôr no Índex o National Geographic e a Odisseia, a Dra. Tatiana e o Frederic Lewino. Mas não deixa de ser caricato ver um clube de homens que se excluiu da doçura, da emoção, do arrebatamento, do êxtase, da surpresa, da criatividade, da transpiração, da dádiva e da prenda do sexo, dar conselhos aos casais sobre o amor. Se o casamento é uma coisa boa, tão boa que é o cimento da nossa sociedade e a ele aspiram publicamente tantos gays, porque há-de a Igreja, cuja missão não se devia arredar da procura da maior quantidade possível de felicidade, encarniçar-se em proibi-lo a uma minoria?

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