28 julho 2006

Trégua

Zangam-se, excitam-se e se for preciso insultam. Depois dizem que não participam em debates em que os opositores estão zangados, excitados e entrincheirados no insulto.
Eu nem sequer subi a uma àrvore. Fiquei sempre no mesmo sítio. Perguntei: querem a derrota de Israel? O que perdem com a derrota de Israel? Conhecem o inimigo de Israel? Como se chama? Como se derrota?
Não falava para o resistir.info, para o Comité da Paz entre os Povos. Falava para as pessoas que conheço, com quem costumo falar. Falar parece mais fácil do que escrever. Algumas pessoas escandalizaram-se, como beatas púdicas, quando escrevi banalidades que digo há tanto tempo sem sentir o tremor do pecado nem o vento do anátema.
Houve quem exibisse as vítimas das bombas como argumento. Mas porque não ilustram os posts com a imagem das milícias preparadas para a guerra. A vontade monolítica da morte. Suicida, assassina. E como disseram alguns, a compaixão electiva, a dureza que amolece com a geografia, surpreendem e perdem credibilidade.
Não são por Israel nem pelos radicais do Hezbolah. Admito. Deve ser o caso da maior parte das pessoas. É sensato e permite um sono melhorado. Mas qual é o seu plano para a paz? E também são a favor da estabilidade da Síria e do Irão? E acham que se um terrorista for eleito, o terrorismo ganha legitimidade, torna-se democrático? Mata menos? É mais selectivo? Só me vai atingir a mim ?
Entretanto preciso de tréguas. Vou descansar, comer uma ração de combate, tratar as fracturas. Como disse o Trobglodita: rezar, fora das trincheiras.

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