22 agosto 2006

Contra a Via Verde


Gosto das tecnologias que servem as pessoas, que as fazem felizes sem que isso implique a infelicidade de outros. Preocupo-me por uma máquina supérflua poder lançar três pessoas no desemprego. Não a destruo, como os operários do início da Revolução Industrial. Mas dedico-me a pequenas acções individuais. Não assino a Via Verde. Paro nas portagens, olho para o funcionário da box, respondo ao cumprimento, leio o nome na lapela, se a pressão não é grande pergunto o melhor caminho para o meu destino. Sinto que estou a defender o seu posto de trabalho. Às vezes sou recompensado por um olhar que parece perceber o meu vagar.
No hipermercado, gosto das máquinas de auto pagamento. Mas engano-me sempre uma ou duas vezes, pequenos erros que não me humilhem como utilizador e justifiquem o trabalho do assistente.

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