28 novembro 2006

A nossa menina V.

Quando te vemos sentimo-nos melhores. Falamos mais baixo. Sorrimos. Temos tempo para conversar com os putos. Acreditamos que há soluções para tudo.
Quando os teus tacões batem no mármore dos corredores os glóbulos sobem nos neutropénicos, aumenta o fluxo nesse vaso a que chamam porta e nos canais apertados escorre a bílis.
Estás lá quando todos partiram. Quando faz falta. E o teu turno é manhã, noite, madrugada.
Quem é que sabe assim fazer as contas? Quem é que se veste para os meninos como para os namorados?


Hoje cortamos os cabelos para ti. Não custa um mínimo. Quando te disseram que ias começar um AVBD tu pensaste que era um RAVBD.
R de rosa. Rosa choque, claro.

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