14 dezembro 2006

Acordar (1)



Calou-se a música os pais choram os filhos. Os assassinos preparam os venenos os mandantes dormem procuram os justos um ar que se respire. As putas e uns estudantes em contra mão. No interrogatório os presos a perderem dentes e direitos. O sangue a escorrer na tromba dos insectos da noite. À noite. À noite. À noite o único brilho é o dos homens do lixo.À noite um carreiro de congressistas da Insídia prepara um holocausto mais final. À noite a febre o pus a necrose.
De manhã há sol, pão quente e o leite que roubamos aos outros animais. Lavamo-nos, estamos prontos para o dia.

(foto retirada de Kontratempos, Tiago Barbosa Ribeiro)

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