26 janeiro 2007

As duas portuguesas e o Corte Inglês



Havia sempre uma saia nova e um pretexto para a despir. O cabelo enfunava ao vento de Janeiro. Andava tanto tempo na rua que as mãos gretavam e os lábios só encontravam sossego noutros lábios. De vez em quando uma ideia condensava-se dos meus olhos ao papel furtivo. Bastava agarrá-la e parecia-me perfeita. Dentro das casas batia o sol e os jasmins cresciam debaixo dos olhos. Não sabíamos o que fazer depois dos saldos.


(Truffaut, Les deux anglaises et ...)

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