18 janeiro 2007

Dois

Tinham passado muitas noites, muitas fraldas, muita cólica, algumas febres, muito sorriso, algumas palavras. E uma das palavras era a palavra mãe, mamã. E a outra a palavra papá, que os falantes portugueses teimam em dizer para o homem que lhes dá a comida e a mão para os primeiros passos. O homem e a mulher que receberam a criança tinham feito um processo de vinculação. Tanto psicólogo no desemprego e ninguém explicou a uma juíza fanatizada pela genética o que é a “mãe dedicada comum”, o que é que sente uma mulher que durante dois anos toca a pele de um bebé abandonado. Mas estou a ir depressa demais.

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