15 fevereiro 2007

No rio Tua



Vou chegar atrasado como sempre.
Dez minutos, dez anos.
Atrasado. Onde é
que me podes procurar?
Deixo mail, número de porta, NIF,
Deixo uma carta
mentirosa.
Deixo-te os livros.

Choveu muito nos últimos anos
E já não chegas à leira
junto ao rio
onde o teu cão
se afogou num ano assim.

Agradece o bolo de ovos
à dona Celeste. E a marmelada.

Desta vez ninguém fala
da perseguição dos Távoras.
Ninguém se espanta,
na ponte, com o sino.

No fundo da ribanceira
É que me deves procurar.

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