25 outubro 2007

Sem linha


Anya Gallaccio

Nem sempre foi assim. Tive manipansos pendurados na parede dos quartos e bem para lá da idade em que estas devoções são desculpadas. Aqui escrevi sempre sem Deus nem Mestre. Mas tivemos, o André Bonirre e eu, uma linha e uma Secretária-Geral. Era o nosso farol, a nossa bússola, o nónio, o astrolábio, a carta de navegação, o trilho, o azimute, o complexo vitamínico, o neuroléptico, a eritropoietina. Há muito tempo que ela se calou. Há dias em que, incompreensivelmente, sentimos saudades da sua fala preclara.

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