23 dezembro 2007

RAP, um rapaz do Mal


Witkin


A entrevista do Expresso com um MEC quase inaudível. Nos excertos seleccionados destaca-se um tema que deveria merecer mais reflexão. A ameaça da queda no acme do êxito, a insinuação da desgraça quando tudo sorri, parecem assolar a carreira do Gato, nuns lados como maldição, noutros como precavência ( o uso do verbo precaver fora das formas arrizotónicas é uma das passagens interessantes do diálogo).
A outra é a fala final do RAP, quando explica que não bebeu até aos 25 anos. Não bebeu nem saiu à noite. “Quase nada, aliás. Mas depois, para aí com vinte e tal, talvez 25, começo, sim, a beber cerveja com caracóis, e, de repente, cerveja, e vinho branco com marisco, e depois vinho de tinto com tudo, e, de repente…”

Por enquanto o Gato é grande, o Gato é mais-que-perfeito. E fica assim, suspenso neste espanto que é, de repente, à mesa pós-beckettiana do MEC, perceber que, de repente, bebe chá, de que ainda não gosta e é tempo de, por precaução, parar.

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