16 abril 2008

A cebola do costume




Se alguma vez tivesse alucinações auditivas, que soassem como o Trio de Tord Gustavsen, e se deus lhe aparecesse, que fosse um pequeno deus bondoso do oriente. Mas quando os enganos começaram, o que ouvia eram acoasmas em tudo parecidos com um secador de cabeleireiro de bairro, avisos de sms, o sopro dos computadores que o Ministério da Saúde adjudicou durante o programa Alerta Está. E nenhum deus do oriente bramânico. Tinha de ser mesmo a senhora de Fátima na dolina, a amiga dos pastorinhos, em cima da azinheira. Tanto investimento parental, tanta história que a avó lhe contou, tanta impregnação cultural para um resultado destes.

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