22 abril 2008

Rui Tavares e o mandarim



Rui Tavares escreveu na semana passada uma crónica em que aconselhava Meneses, o então líder do PSD, a meter férias. Nesse dia Meneses demitiu-se, cansado de ser apunhalado por meia dúzia de pessoas que só olham para o imbigo e se estão marimbando para o partido (discurso aos militantes , Sintra), dando início a mais um período de nojo na União Nacional.
A sucessão de Meneses é, para mim, um não assunto. Não será na próxima legislatura que veremos as armas apresentadas a uma linda mulher grávida, que dirá, baixinho, só para dentro de si, nem mais um soldado para o Irafganistão. Já o que se passa com Rui Tavares me preocupa. Acometido pelo síndrome do mandarim, Rui vigia as palavras, faz círculos discursivos, pára à porta da nomeação. Um dos melhores comentadores portugueses, um dos poucos que tem uma ideia de Lisboa, da que é e da que podia ter sido, adoeceu do mal de Meneses. Quem sobreviveu a Helena Matos não se atrapalhará por tão pouco. Em breve, numa praia do Oriente, um barco resgatará um corpo. O exame do imbigo mostrará que não se trata de Meneses. Então o Rui voltará, sem medo das palavras.

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