12 maio 2008

Explicações


Não escrevo para que me percebam. Mas não gosto de mensagens cripticas, nem de recados, e bastas-me tu, tu, como leitor(a) hipócrita. Acho que devo explicar algumas coisas. Na coluna do lado, onde estiveram Jacques Brel (cujo espectro enlouqueceu o rapaz Beirut), Rufus Wainwright, as CocoRosie, está agora Marisa Monte a cantar um Infinito Particular. É uma espécie de hino das raparigas de programa, das meninas dos bares. Aprendi no blog de Paula Lee. Gostei de revisitar a canção e o poema, de tentar perceber porque se tornou importante para as meninas. Se fosse mulher no Paraguai, havia de ser puta na Argentina e fazer-me traficar para Barcelona, onde há homens que pagam para, por um instante, terem a ilusão de chegar junto de um infinito particular.

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