28 julho 2008

Alberto Martins ao fim-de-semana


Wu Desheng


João Cravinho deu este fim-de-semana uma entrevista em que fez o balanço da corrupção no nosso país. A corrupção é baseada no Estado, disse ele. Aumentou. As medidas que propôs foram derrotadas pelo seu próprio grupo parlamentar e as que chegaram à fase de aprovação são decorativas.
Alberto Martins, o líder do grupo parlamentar socialista, reagiu: que o grupo não recebia lições de corrupção, perdão, de anti- corrupção. Que Cravinho tinha deixado o combate a meio, para aceitar um alto cargo de um Banco Europeu. (dos Telejornais)
A primeira afirmação é uma bravata sem possibilidade de confirmação. Martins pode falar por ele. Tenho-o por um homem sério, um parlamentar novecentista capaz de conviver com o fantasma de Antero, os ácaros do socialismo de gaveta e os novos camaradas sempre em trânsito para as empresas . Se Martins conhece o curriculum dos seus pares no que diz respeito à matéria, de Vara a Coelho, sem falar nas modestas eminências locais e regionais, podia dar conhecimento aos eleitores, e deixar-se de generalidades.
Mas a segunda afirmação é insultuosa e da tradição liquidacionista. Os argumentos de Cravinho saíram diminuídos por ele ter aceitado um cargo institucional europeu?
Foi sempre assim na má política: é mais fácil desqualificar um opositor que perder meia hora com as suas razões.

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