30 julho 2008

Contra aquilo que não se sabe como acaba



A notícia passou ontem nos jornais da noite e hoje já foi comentada aqui. O Comando Marítimo do Sul proibiu a massagem nas praias. O homem, Comandante Reis Agoas, foi frontal: "sabe-se como é que isto começa e não se sabe como acaba". Eu desta vez concordo. É como as bolas de Berlim. Sabe-se lá como aquilo acaba. E os castelos na areia. E o banho-de-mar. E as avionetas a passarem nas nossas costas. E o vólei de praia. Sabe-se lá como é que aquilo começa. E a conversa. A conversa na praia. E a preia-mar. E as gaivotas. As pulgas da areia. As algas, os peixes-aranha, as medusas. E a leitura na praia. Sabe-se como acaba? E não é só no Sul. O grupo de leitoras de Ruy Belo que se reúne em Caminha, começa com As Margens da Alegria mas acaba sempre a fazer chichi no mar. O Comando Marítimo do Norte que se cuide. E o Comando Marítimo da Praia da Consolação. Está alerta. E agora a sério. Sabe-se como é que começa esta gente simpática que proíbe massagens. Mas sabe-se como acaba?

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