20 julho 2008

A Juventude do Partido Socialista antes de banhos


Erwin Wurm

Mexia escreve ontem uma excelente nota sobre Leonard Cohen onde recorda que o canadiano errante se inscreveu uma vez no P. C. Canadiano para seduzir uma rapariga. Se há, na Juventude Socialista, alguém movido por estes nobres ideais que me perdoe as palavras que se seguem. A JS é uma máquina eleitoral do Partido Socialista, que recebe rapazes e algumas raparigas em trânsito para assessorias ministeriais sem avaliação de mérito, direcção do IPJ e suas delegações, vereações camarárias, Parlamento europeu ou apenas gabinetes de advogados com negócios nas ex-colónias. Antes das eleições, os jovens socialistas lançam umas campanhas baçamente destinadas á captação de eleitorado incauto. Este ano o tema é o casamento entre homossexuais. O tema é respeitável, faz parte da carta de direitos fundamentais. Embora a discussão do casamento me entedie e ache o matrimónio adequado apenas para as camas dos albergues espanhóis, faz parte da minha educação achar que, se eu posso aceder a tal contrato, ninguém dele deve ser excluído. O que é caricato no empenhamento destes jovens é a maneira leviana com que o fazem. Não pertencem ao partido no poder? Não são camaradas do eng. Sócrates e do eng. Coelho? Pode-se ser pelos direitos sexuais e surdo aos direitos sociais, culturais, económicos, políticos. É evidente que sim, mas a fraude está em reclamar para tal objectivo a apelação socialista.
A homilia esteve a cargo do Alberto Martins. Segundo o jornal, o Alberto garantiu que o tema seria discutido depois das eleições e "apelou aos jovens para arriscar o sonho e constituir a utopia". Enquanto são jovens, não é Alberto? Só lhes fica bem. Lá estão vocês para os acordarem do sonho e lhes agendarem a utopia para a próxima legislatura.

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