11 agosto 2008

A desconstrução do mito do bebé pós-ideológico




Os bem humorados posts que a Rititi tem dedicado à maternidade e ao processo de vinculação com o Rititi-boy mereceram à Cristina um aplauso antideterminista.
O que a narração da Rititi e o aplauso da Cristina parecem confirmar é , nas palavras de Slavoj Zizek, a forma como a ideologia funciona no nosso mundo pós-ideológico. A recusa dos papéis biológicos, vistos como uma execução degradante de processos sobredeterminados , transformou-os em papéis simbólicos. Mas mesmo o papel simbólico (neste caso da maternidade) só é aceitável, continua Slavoj Zizek, se for acompanhado por um fluxo constante de comentários irónicos e reflexivos denunciando a convenção estúpida da maternidade.
A Rititi é assim a Mãe-pós-ideológica que nos conta o conto de fadas da única forma possível (talento à parte) para quem desconstruiu o mito da maternidade. Boa sorte para o Rititi-boy, que precisa de mamar, mudar as fraldas e de um colo real.

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