29 setembro 2008

Os cães do NYT a ladrar



Vou voltar à senhora Palin por vários motivos que não têm a ver com o exorcismo. A senhora Palin tem actuado como um revelador. Os comentadores de direita exultaram com o seu aparecimento e perderam a compostura. Olhem o que escreveu o habitualmente tão contido J.P. Coutinho, articulista do Expresso:
O “New York Times” e toda a imprensa “liberal” até podem ladrar diariamente contra o alegado “fanatismo” da senhora; a América popular rendeu-se a ela, promovendo o seu “estilo” em todo o canto.

Embora não se compreenda a profusão de aspas, aceita-se o entusiasmo. A direita vive com a hipóxia do politicamente correcto e os fatos apertados do bom comportamento. Tanta contenção cansa. O aparecimento periódico de simplórias que transportam em bruto os bons velhos valores- a família tradicional, a relação brutal com a natureza, a certeza de que deus está do nosso lado- entusiasma os nossos direitistas e põe-lhes os músculos em relevo, como aquelas T-shirts que os rapazes das obras vestiam sexta feira à noite.

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