23 novembro 2008

Idade Média


Max Waldman - Retrato de Zero Mostel como Tevye

Ontem no Eixo do Mal a Clara Ferreira Alves disse a propósito do BPN: -Se ainda houver jornalistas de investigação em Portugal vamos ter Natal. Pensei nas Invasões Bárbaras de Denys Arcand, em Rémy na sua cama terminal, dizendo que antes de adormecer já não conseguia ver a mulher que, nos seus sonhos, entrava no mar. E pensei que vivia a minha experiência terminal com o jornalismo, agora só Joaquins, só Coimbras, só Oliveiras. Na verdade vivi fascinado com jornalistas como os putos com as artistas de cinema. Lia os jornais como eles liam a Hola das tias nas esplanadas. Sabia o nome das jornalistas, citava de cor frases inteiras das crónicas, recortava as reportagens, corava ao dizer os nomes delas. Os meus amigos espantavam-se. Mas para mim era tão criminoso confundir a Alexandra Lucas Coelho com a Alexandra Prado Coelho como o Sergio Pitol com o Sergi Pàmies. Agora que o meu mundo se toldou, peço desculpa mas não consigo sonhar com o Rui Tavares.

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