31 janeiro 2009

Cinco Estrelas



A crítica cinematográfica em Portugal é lamentável. Os críticos das estrelinhas derrotam qualquer veleidade de prazer a um cidadão que às quintas comece a fazer planos para as estreias do fim-de-semana. Os críticos são ideológicos. Veja-se o que escrevem sobre o filme dos Baader-Meinhof. Os críticos estão confinados ao mainstream, à banalidade que enche as salas dos centros comerciais, produzida para o êxito das bilheteiras e, ainda um dia se irá ver, co-responsável pela mortalidade inexorável desse ser raro que é o espectador de cinema, no escurinho das salas de exibição. Lamentamos a sorte dos críticos das estrelinhas. Deve ser horrível encontrar-se a meio da vida, numa profissão assim. Mas não é por o material ser desanimador que os coveiros deixam de fazer o seu trabalho. Agora que os críticos começaram a fazer umas viagens com a Lusomundo, talvez o entusiasmo arribe um pouco.
Este sábado preparava-me para o Milk, o Revolutionary Road, a Duquesa, quando fui ler os críticos das estrelinhas. Que depressão. Vou ver aquele filme em que o Dustin Hoffman encontra a que foi a mulher dos meus sonhos.

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