05 janeiro 2009

Milão, este sábado



Este sábado, na Piazza del Duomo, na cidade de Milão. Um numeroso grupo de pessoas, quase todos homens, avançou a partir da Porta Venezia em direcção ao Duomo. Com os milaneses nos bronzeadores de montanha, o centro de Milão estava ocupado por gente simples, da Lombardia, tirando fotografias de família. Avisados pela polícia afastaram-se. Quando a manifestação chegou à praça já um grupo entoava palavras de ordem. Depois, virados para Meca- é notável como mesmo na Piazza del Duomo sabem a direcção de Meca e como conseguiram, sem perdas, o que nem sonharam os otomanos - rezaram e ouviram um líder religioso. Jovens com olhos de ódio, da segunda geração de imigrantes, alguns palestinianos, outros segundo os jornais, egípcios e magrebinos, queimaram bandeiras do Estado de Israel. Grupos italianos ligados à Rifundazione e a outras organizações, estavam entre os manifestantes, em grande coerência martirológica, embora presuma que não se prostraram no momento das orações, aproveitando a liberdade de culto. O arcebispo de Milão não reagiu, felizmente, preocupado com a pílula, a eutanásia e o casamento gay.

Para não dar azo a muitas especulações vou sintetizar: quero que Israel ganhe a guerra contra o Hamas, o Hezbollah, o Irão e os fundamentalistas árabes. Que os palestinianos tenham uma pátria. Que em Israel e na Palestina os moderados consigam impor uma negociação. De resto, o que sinto perante esta e outras guerras foi hoje dito exemplarmente pelo Rui Bebiano.

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