29 junho 2009

O Partido da Conservação do Comunismo





O Conselho de Guardiões do PCP é uma fonte de surpresas. Para quem gosta de história o PCP é um bem inestimável. De vez em quando os pais portugueses deviam levar os filhos ao Portugal dos Pequenitos (ao verdadeiro o do Prof. Bissaya Barreto, não o que o Pacheco Pereira promove sem “ganhar um tostão”), ao Museu da Língua Portuguesa, à casa museu de Miguel Torga, ao programa cultural da Câmara Municipal de Coimbra, ao Coro dos Pequenos Cantores, ao Badoca Parque, a um visionamento da colecção completa da Câmara Clara e a uma reunião do Comité Central do PCP. Digo isto em nome da memória, da preservação das espécies , da conservação do ambiente e do respeito pela diversidade. O pensamento único é abominável e a conformação com uma visão monocolor da realidade pode matar a creatividade infantil . É difícil encontrar ao vivo, quem entre nós utilize esta linguagem para defender estas causas. O Avante desta semana insere dois artigos sobre o Irão. À Crónica assinada por Jorge Cadima já o Rui Bebiano e o José Simões se referiram. Na secção internacional o Avante publica uma notícia intitulada Irão acusa imperialistas de ingerência.
A fonte parece ser a Prensa Latina. Faz-se uma contabilidade dos mortos e feridos – com a preciosidade de se ficar a saber que entre os feridos se contam 400 polícias. O governo iraniano diz que os detidos são agitadores ao serviço de potências estrangeiras, continua o Avante. E como não tem outras fontes para lá da Prensa Latina e do governo de Mahmoud Ahmadinejad o jornal não diz mais nada. Na próxima festa do Avante os comunistas portugueses ainda se arriscam a ajoelhar no pavilhão da República Islâmica, a chamar camaradas aos polícias e às milícias do Corpo de Guarda da Revolução e a ouvir a saudação do Guia Supremo. Até lá, jovens pais, levai até junto deles as criancinhas.

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