22 novembro 2009

Estado de direito ponto

Eduardo: que o PGR, dois meses e duas eleições depois,tenha concluído "que não existem elementos probatórios que justifiquem a instauração de procedimento criminal contra o senhor primeiro-ministro ou contra qualquer outro dos indivíduos mencionados nas certidões" só quer dizer isso, não quer dizer mais nada. Para o Eduardo é ponto, estou satisfeito, estado de direito. Para mim não é ponto nenhum.

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7 Comentários:

Anonymous fernando f disse...

São assim os crédulos,sem pontos de interrogção, quanto muito só de exclamação, oh! Não pode ser.

domingo, novembro 22, 2009  
Blogger Eduardo Pitta disse...

Caro Luís, a ver se a gente se entende. O Luís tem a mais pequena dúvida sobre a inocuidade das conversas entre Vara e Sócrates? Acaso supõe que, em havendo "sumo", elas não estavam já estampadas em folha de jornal e a ser difundidas nos sete canais? Não acredito que acredite que o seu conteúdo seja do conhecimento exclusivo do PGR e dos agentes judiciários envolvidos na intercepção. Por alguma razão o PGR afirmou que, por ele, divulgava tudo para acalmar a maralha. Se, como dizem, o «Estado de Direito» está em jogo, como explicar o silêncio do PR e dos partidos da oposição? O arquivamento permite cozer o governo em lume brando. Tão simples como isto.

domingo, novembro 22, 2009  
Blogger Luís disse...

Eduardo, tenho uma pequena dúvida. Uma conversa inócua entre o Vara e o Sócrates é, para mim, inimaginável. O Eduardo acha que me falta imaginação e, ad absurdum, defende que se o conteúdo fosse relevante já tinha sido revelado. Esta tese tem a vantagem de até incluir o PGR no grupo da cabala: não divulga para cozer o Sócrates em lume brando. Isto está a transformar-se em matéria de fé. Não consigo acompanhar. Mas também não me interessa. Eu acho que o Eduardo não tem olhado de frente para o Sócrates. Repare bem quando ele franze ligeiramente as pálpebras.

segunda-feira, novembro 23, 2009  
Anonymous Anónimo disse...

O arquivamento permite cozer o governo em lume brando?

Bem, ponham o lume mais forte para ver se coze de vez!

segunda-feira, novembro 23, 2009  
Anonymous Anónimo disse...

Caro Luís, achei divinal esta sua frase:
"Repare bem quando ele franze ligeiramente as pálpebras".
Na verdade o nosso POVO tem andado pouco atento, ou talvez cheio de medo,porque estas coisas pagam-se.
Agora que estes "políticos" aprenderam muito com o senhor de Itália, não me deixa dúvidas nenhumas.
RDMA

segunda-feira, novembro 23, 2009  
Anonymous Anónimo disse...

Não sou escritor nem Bloguista, apenas um dos tantos Portugueses que se sente revoltado com toda esta palhaçada mafiosa que se passa neste Portugal dito Democrático à Beira Mar Plantado e escrevi isto será que alguém do POVO também pode ser ouvido?

As Danças e Contradanças da Justiça no nosso País!

Agora sim, bateu no fundo!
A justiça em Portugal é cega, surda e muda.
Será que algum dia o nosso Povo acreditará que temos um sistema judicial que defende quem precisa e condena os prevaricadores? Duvido muito que isso possa acontecer! As danças e contradanças dos políticos envolvidos e também dos grandes barões deste país são constantes, na mais clara intenção de baralhar e pressionar todo o sistema.
Afinal quem é honesto neste País? Quem é que tem direitos acima da Lei? Quem corta e risca da maneira que mais lhe convém? São perguntas que por certo todo o cidadão comum fará a si mesmo.
Assistimos novamente a mais uma telenovela à portuguesa das mais rascas que pode haver.
Produções deste tipo, de algum tempo a esta parte, têm sido mais ou menos regulares, com a crítica (leia-se políticos) a reagir com um ingénuo “mas como pode isto acontecer no Portugal do século XXI, supostamente livre e democrático?”
Todos nós sabemos, claro, que toda essa fumaça é para encobrir compadrios e outras coisas mais que todos esses senhores têm, uns mais outros menos, e servem também para tentar aliviar a consciência de algumas leis que, um pouco à socapa da opinião e conhecimento público, vão fazendo de forma a precaver obstáculos futuros.
Agora todos se queixam da lei ou do decreto-lei (não sei bem, pois também eu sou do povo e nem tudo o que tem sido aprovado naquela casa, que deveria ser de todos nós, tem sido transparente ou esclarecedor para todos, pelo menos para uma grande parte dos cidadãos deste país).
Investiga-se e volta a investigar-se, há motivos para isso por certo. Mas os investigadores “esquecem-se” de que só isso não é o suficiente, é necessário “avisar” quem vai ser investigado, para tomar providências de forma a não deixar comprometer altas figuras, pois isso poderia gerar escândalo e, de qualquer modo, não cairia bem comprometer o amigo que tão solicito tem sido noutras ocasiões.
Não sei se ria se chore, mas a verdade é que facilmente se conclui que o respeito e a credibilidade de toda esta “gente” valem menos que nada. Acabamos todos por constatar que nesta república “dos bananas” que somos nós, o pobre coitado do cidadão comum é que se “lixa”.
A confiança nas instituições só poderá recomeçar o percurso de firmar-se quando porventura alguma destas telenovelas tiver um final claro e limpo, sem dúvidas para ninguém de que afinal as coisas eram (ou não eram) apenas fumaça com o intuito de prejudicar e desacreditar determinada figura.
De uma vez para todas deixemo-nos de “teatradas” e façamos uma limpeza como deve ser.
Não acredito de forma alguma que todas estas investigações tenham sido “encomendadas” apenas para que os agentes da lei possam “mostrar trabalho”, nem tão pouco que sejam de tal forma uns incompetentes que não distingam uma simples conversa de amizade de outras coisas menos claras; penso, sim, é que um dia destes será notícia, mas pequenina, que algumas das pessoas envolvidas na investigação serão transferidas para qualquer ponto remoto do mapa ou talvez até tenham necessidade de se aposentar antecipadamente.
Senhores Governantes, Senhores Deputados eleitos pelo Povo! De uma vez por todas, façam a vontade ao dito!

ZÉPOVINHO

segunda-feira, novembro 23, 2009  
Blogger JPN disse...

ódios (e amores) de estimação à parte, não há dia em que não tema (ou não pressinta) que,ao contrário do EP tenhas razão sobre a inocuidade das conversas entre os dois.;)

segunda-feira, novembro 30, 2009  

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