10 Novembro 2009

O comandante em pausa ali deitado



Não custa nada pá
A bem dizer nem é teu
O corpo em pausa ali deitado
Respiras assistido
E em resumo assistem no que podem
Apagar-te a consciência
A memória a dor
Trabalhar sobre
O corpo ali deitado
É a vitória de Descartes porque a alma
Vai para o lugar das almas das alminhas
E fica em standby até que a chamem
Para depois voltar
Sempre cedo de mais
Ao teu corpo jazente retalhado
Convenientemente preparado
Para a continuação desta história que
Não custa nada pá.

6 comentários:

Anónimo disse...

Luis
O comandante dá-nos ordem de pausa. silêncio. está a por-nos à prova. dura q se farta, esta prova!
Preparemos já um brinde à "vitória de Descartes"... mina

Chicapardoca disse...

Aprovado, Mina.
Um beijo, Bonirre.

Mané disse...

Aguardamos serenos o comandante.
Um beijo

rosa disse...

a rapaziada sustenta-se assim. é o que chamam a amizade viril. é louvável. mas custar, custar, custa sempre, pá.
vocês é que misturam os dias da semana e os malditos domingos.
haja quem misture, pá.

Anónimo disse...

...o escolhido para pôr na cabeceira foi " o livro dos guerrilheiros" diz tudo.quase tudo. agora que a "guerra" está vencida a bonança...

RJ http://full-feelings.blogspot.com/

di disse...

Não subestimem...o Comandante, mesmo deitado, continua com um olho aberto a controlar o que se passa cá fora...

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