15 dezembro 2009

O direito da criança a ser adoptada por adultos que a amem e protejam


Jeanne Letinen


Agora vou dizer o que acho sobre o casamento gay. Não acho nada. Não tenho nada de achar e tenho raiva a quem me pergunta. O que é que eu tenho a ver com a identidade sexual das outras pessoas e com as suas escolhas?
Acho que é "um debate importante". Para quem está na pré-história dos debates. Eu tenho mais que fazer. Como acabar este post depressa para ver se o G. está a mamar bem.
Mas já que estou com a mão na massa, acho mal que tenham separado o casamento gay da adopção por casais homossexuais. Percebo a táctica gradualista. Neste momento histórico há maioria para os direitos conubiais dos homossexuais mas ainda não dá para mais.
Esta táctica paga-se caro. Acho que se deve enfrentar a realidade científicamente. Se há pouca gente para dizer, eu digo: Já vi meninas a embalar metralhadoras e rapazes a dispara com a Barbie. Não conheço evidência séria de que a identidade sexual seja determinada pela família com quem uma criança cresce. E há crianças a mais nos novos Asilos.



There is no reliable evidence that homosexual orientation per se impairs psychological functioning. Second, beliefs that lesbian and gay adults are not fit parents have no empirical foundation.
American Psychological Association, Policy Statement on Sexual Orientation, Parents, & Children,

Research suggests that sexual identities (including gender identity, gender-role behavior, and sexual orientation) develop in much the same ways among children of lesbian mothers as they do among children of heterosexual parents.
American Psychological Association

A growing body of scientific literature demonstrates that children who grow up with 1 or 2 gay and/or lesbian parents fare as well in emotional, cognitive, social, and sexual functioning as do children whose parents are heterosexual. Children’s optimal development seems to be influenced more by the nature of the relationships and interactions within the family unit than by the particular structural form it takes.
Associação Americana de Pediatria

Etiquetas:

17 Comentários:

Blogger Isabel disse...

eu percebo que os motivos que levaram os políticos a separar as duas coisas são diferentes dos meus. Que ando a pregar há muito que ninguém tem o direito a não ser as crianças. Por outro lado, como pessoa de ciência que sou às vezes, acho completamente ridiculo vir com o papão de que casais homosexuais vão criar adultos homosexuais

terça-feira, dezembro 15, 2009  
Blogger siceramente disse...

atirem tudo aos outros! só me interessa o que a mim me diz respeito!

terça-feira, dezembro 15, 2009  
Blogger MJV disse...

há crianças a mais nos novos Asilos
há crianças a mais nos novos Asilos
há crianças a mais nos novos Asilos
há crianças a mais nos novos Asilos
...
há crianças a mais nos novos Asilos

terça-feira, dezembro 15, 2009  
Anonymous fernando f disse...

É um facto que os homossexessuais são filhos de casais heteros, pelo que é ridículo o argumento de que vão"gerar" crianças gays. Hà efectivamente demasiadas crianças armazenadas, pelo que a táctica de um passo de cada vez, só contribui para aumentar o stock.

terça-feira, dezembro 15, 2009  
Blogger Isabel disse...

Lamento, mas a adopção por casais gay não terá praticamente relevância no número de crianças em instituições:

1-não são tantos assim
2-pessoas individuais já podem adoptar e por isso muitos homosexuais lésbicas já podem teoricamente adoptar.
3-os bebés não param numa instituição desde que o tribunal decrete rapidamente a sua adopção.
4-Há familias que estão anos à espera de bebés loiros.
5-Os tribunais e a Seg Social trabalham muito devagar e esse facto é um passo determinante
6-mas o que mais determina é a falta de "vocação" para adoptar crianças maiorinhas.

quarta-feira, dezembro 16, 2009  
Anonymous Anónimo disse...

E se os casais homosexuais "gerarem" crianças gay? qual é problema? Pôr a questão assim é o mesmo que "quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?"
De facto há demasiadas crianças em asilos e demasiados pais (hetero a grande maioria) que não o mereciam ser. Uma criança precisa de amor e conforto (físico, emocional, etc), pouco mais.
Mas como diz o ditado africano "é necessário uma tribo inteira para criar uma criança" (com pais, tios, avós, primos, vizinhos) mesmo na nossa sociedade ocidental "perfeita".

Teresa Leal

quarta-feira, dezembro 16, 2009  
Blogger Berantakan disse...

...há crianças a mais nos novos Asilos... Demasiadas. Chocantemente. Mas não é por não poderem ser adoptadas por homossexuais...! Quantos casais (na verdadeira acepção do termo) não esperam e desesperam por poder adoptar? Lute-se sim com os verdadeiros problemas, no caso vertente, a ineficácia da máquina administrativa que envolve estas crianças. Deixemo-las de fora desta discussão.

quarta-feira, dezembro 16, 2009  
Blogger Luís disse...

Obrigado a tod@s pelos comentários.
Concordo com quase tudo e quase tod@s.
Os gays que adoptam crianças n~qao determinam a sua identidade sexual. Os gays podem gerar gays? Não sei. Mas como diz a TEresa: e se for assim?
Não concordo com o Berantakan. Não se pode deixar as crianças de fora da adopção. E à Isabel digo: apesar da enorme, chocante indiferença social, há muitas pessoas aguardando que o pedido de adopção seja apreciado.
Qto ao sinceramente e ao rapaz das cuecas... Só despreza um par de cuecas quem nunca sentiu a sua falta.

quinta-feira, dezembro 17, 2009  
Anonymous Anónimo disse...

Deverá ser dada possibilidade de escolha a cada uma das pessoas. Mesmo estando legalizada a questão, poderão haver muitos casais homosexuais que não sintam necessidade de legalizar a relação. Exactamente da mesma forma como há casais heterosexuais que tambem não o fazem e vivem em união de facto.Julgo que não interfere com nada que possa ser estrutural da sociedade portuguesa. Nem pouco mais ou menos. Cabe-nos a nós saber que estamos em 2010 e que não vale a pena fingir que estas situações não existem. Quanto à adopção: grande parte dos homosexuais tiveram pai e mãe, foram educados de acordo com os canones da santa madre igreja ( à qual eu pertenço e é enquanto católica que me vejo obrigada a assumir esta posição), viveram e cresceram no seio de uma relação heterosexual. O que me leva a mim dizer que uma criança que cresça no seio de um casal homosexual o venha a ser tambem mais tarde?

quinta-feira, dezembro 17, 2009  
Anonymous Anónimo disse...

Deverá ser dada possibilidade de escolha a cada uma das pessoas. Mesmo estando legalizada a questão, poderão haver muitos casais homosexuais que não sintam necessidade de legalizar a relação. Exactamente da mesma forma como há casais heterosexuais que tambem não o fazem e vivem em união de facto.Julgo que não interfere com nada que possa ser estrutural da sociedade portuguesa. Nem pouco mais ou menos. Cabe-nos a nós saber que estamos em 2010 e que não vale a pena fingir que estas situações não existem. Quanto à adopção: grande parte dos homosexuais tiveram pai e mãe, foram educados de acordo com os canones da santa madre igreja ( à qual eu pertenço e é enquanto católica que me vejo obrigada a assumir esta posição), viveram e cresceram no seio de uma relação heterosexual. O que me leva a mim dizer que uma criança que cresça no seio de um casal homosexual o venha a ser tambem mais tarde?

quinta-feira, dezembro 17, 2009  
Anonymous fernando f disse...

Creio, "ainda sou capaz de acreditar" que a disponibilidade dos homossexuais para (partir) conceitos, seja capaz de ultrapassar os loiros e os bebezinhos, e assim acrescentar de facto algo á adopção. As crianças não podem nem devem ficar de fora, muito menos aquelas que sejam capaz de emitir opinião.

sexta-feira, dezembro 18, 2009  
Blogger Dioniso disse...

E se já vivemos numa era pós-familiar...

sexta-feira, dezembro 18, 2009  
Anonymous Anónimo disse...

Adoro ver a convicção com que as pessoas defendem as suas ideias.

Pessoalmente eu acho que muita gente anda com falta de causas para defender e chegam ao ponto de defender o quer que seja só para mostrarem a sua liberalidade e pensamento moderno. Quando acabar esta pseudo causa de defesa dos "pseudo-direitos" gays o que mais irão defender? O casamento com animais, o amor de adultos com crianças? Bem o tempo o dirá!

Não quero eu dizer que o autor deste blog e alguns dos comentadores se enquadram no perfil que delineei, mas se alguém enfiou a carapuça... Azaaar!

Como já viram, sou contra o casamento gay (ou lá o que lhe quiserem chamar)e consequentemente a adopção por casais gays.

Muitos se esquecem que numa adopção o fundamental são as crianças e ao obrigar uma criança que por infortunio da vida ficou sem pais e agora para piorar o estado vai obriga-la a viver com um casal gay. Não é que seja mau viver com um casal Gay, mas está-se a forçar uma situação a uma criança que ainda não tem hipotese de decidir se quer viver dentro da cultura gay.

Enquanto muita gente não se incomoda com os casamentos gays, pois como se diz, cada qual sabe de si, no caso da adopção já se opôem, porque trata-se de impor uma vivência fora do que se considera padrão normal sociedade.

É verdade que na prática já muitos homossexuais têm adoptado crianças e até têm gerado naturalmente crianças, mas no meu entender trata-se de um procedimento de excepção e não por sistema. A lei de adopção ao não sequer referir e proibir a orientação sexual dos adoptantes já permite a adopção de crianças.

O que o PS está a fazer é que é completamente ilegal, porque permite o casamento, mas vem proibir a adopção que já não era proibido.

terça-feira, dezembro 22, 2009  
Anonymous Anónimo disse...

Experimente fechar os olhos... e equacionar a hipotese de poder ter um filho homosexual ... vai ver que muda rapidamente de opinião.
Lili

terça-feira, dezembro 29, 2009  
Anonymous Anónimo disse...

Para quem "Adora ver a convicção com que as pessoas defendem as suas ideias" ( caro anónimo): experimente fechar os olhos ... e equacionar a hipotese de ter um filho homosexual ... vai ver que muda rapidamente de opinião.

lili

terça-feira, dezembro 29, 2009  
Anonymous Anónimo disse...

Olhos fechados... hipótese equacionada... Hummm Não mudei de opinião! LOL

Lili o seu argumento é descabido tendo em conta que na maioria dos casos, os Gays reclamam serem rejeitados pela família.

Tenho imensa pena, mas a sua tentativa de dramatização falhou redondamente.

quarta-feira, janeiro 06, 2010  
Anonymous Anónimo disse...

Se há criancas que veem o pai bater na mae, que haja também uma lei que combata essas situacoes,há tanto mal no mundo, agora isso nao justifica que se obrigue uma crianca a viver numa família de homossexuais.Que se casem, que pintem a faneca lá na casa deles. Para os heterosexuais normais é nojento ver homossexuais( especialmente do sexo masculino),beijarem-se.Para mim, sou mulher, enoja-me tanto como relacoes pai/filha ou filho, com animais, entre homens e criancas e, por aí fora.Há vários motivos na vida de uma pessoa que servem de ponto de partida para uma inversao ou modificacao,ou ainda perversao dos objectos de prazer físico.Penso que a normalidade estará na funcao natural do físico das pessoas. Porque é que as moc,as tem o hímen,a membrana da virgindade? Porque é que as pessoas tem unhas, para que é que existem homens e mulheres,porque é que os olhos estao rodeados de pestanas?
Pec,o desculpa se estou ir contra as susceptibilidades.Ponto final

sábado, janeiro 09, 2010  

Enviar um comentário

Subscrever Enviar comentários [Atom]

<< Página inicial