13 abril 2010

Uma cor que não é característica


William Kentridge

Um dia, em 199… recebi uma carta que, agora, finalmente, me atrevo a transcrever:

Bom dia.

O meu nome é Ruben S. e sou aluno da Escola Serpa Pinto, em Vila…. Estou a escrever sem o conhecimento da pessoa a quem me vou referir, mas, atendendo ao assunto em questão, espero que esta minha falta me seja relevada. Refiro-me ao seu paciente, o professor N.B.
No ano passado, foi meu professor de Biologia e Geologia e, este ano, além de continuar a leccionar a mesma disciplina é meu Director de Turma.
No presente ano lectivo, por volta do mês de Novembro, notei que nos dias que precediam as crises que caracterizam a doença, o professor N. ficava com uma cor que não é característica da mesma.
Espero que esta informação seja, de algum modo, útil.

Obrigado pela atenção.

Ruben S.

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1 Comentários:

Blogger REI AMORIM disse...

Não se percebe qual era a doença, nem como o Luís andava a tratar um adulto. Mas não é isso o relevante. É interessante a variação cromática e a doença. Há dias duma pessoa com uma patologia bipolar, diziam-me os chegados como começava a ficar cinzenta quando se aproximava um período maníaco. Que paleta podem ter as doenças? Haverá um dia um diagnóstico espectrofotométrico? Ah, as auras ...

sexta-feira, abril 16, 2010  

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