14 março 2007

A diferença entre Joana a.k.a. Andreia, Esmeralda e o Rodrigo

Eduardo Pitta interroga-se sobre esta questão. A SIC fê-lo logo no primeiro dia, convidando Seabra Diniz, psiquiatra, para comentar o tema. Quando ele abordou a questão da defesa dos interesses da criança e falou de necessidade de transição entre as duas famílias, o pivot, um Rodrigo ultramontano, indignou-se:
- Estamos a falar de um crime. A sociedade não pode dar um sinal desses - ameaçou.
E o psiquiatra encolheu-se. A exposição indecorosa da vizinha a chorar ao telemóvel a pedido da jornalista, dos miúdos que brincam em cima das pipas de vinho, do povo de Lousada contente por disputar as páginas da Caras, valia mais que uma informação séria que possibilitasse uma reflexão sobre os motivos do rapto, a psicopatologia do casamento e, colateralmente, o desenvolvimento da criança e o corte provocado pelo afastamento, aos treze meses, da mãe de vinculação.
- A criança ainda nem fala- outra vez o Rodrigo matarruano, presunto pai de crianças que tiveram treze meses.
A criança ainda não fala e vocês falam. Se falasse, não a ouviam. Se a ouvissem, não a percebiam. É a diferença. A grande diferença.

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