30 julho 2007

Dance me to the end of love


C. Boltanski

Discutiam temas que para o comum da população nem sequer existiam. Discutiam porque lhes estava nos genes de privilegiados pela polis que lhes dera tempo para esbracejarem na ágora. As túnicas esvoaçavam a cada nova mudança de sopro. A brisa era sempre de verão — tudo isto só é possível passar-se num clima mais que temperado. Não se vislumbravam as manhãs nevoentas e rígidas de kant sempre a passar à mesma hora pelo mesmo local como um autómato da razão. Quem disse que é preciso frio e rigor para pensar? Houve tempos em que a civilização não era pseudo, mas pessimista e céptica e sexista e lésbica e homofílica e pedófila, a long time ago in a galaxy far, far away…
O céu era de um azul que descrevem como único e mediterrânico e que afinal era mais puro no atlântico sul, sempre mais a sul, hallelujah!
Havia cítaras e requebros de quem era profissional abstracto e lutava por um racionalismo para nós hoje totalmente irracional, sem a ciência a apoiar o que prediziam para uma humanidade vindoura e ignorante. Muitos tempos de trevas mais ou menos contínuas haveria até alguns irromperem contra uma autoridade nunca legitimada a não ser pelos medos mais ancestrais, eram cítaras substituídas por forquilhas e cabeças decepadas à porta de palácios trianóicos ou de inverno e de outras estações como última, a da finlândia, eram cítaras que se elevavam aos céus do impossível e isso bastava.

Eh, come me vuoi?

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