11 abril 2008

Mártires de Potosi



Há uma semana apenas foi areado e em cima do tampo da cómoda de mármore negro substituíu a lanterna árabe que parecia uma arma de arremesso ao lado de dois humildes mártires sem atributos debaixo da Virgem do Cerro senhora de Potosi.

Hoje parece que esteve sempre ali o samovar de prata. A lanterna árabe nunca existiu. O samovar de prata no mesmo lugar de sempre a mesma cómoda a mesma jarra a mesma sala os peixes no cativeiro a mesma água o samovar de prata.

Agora alguém tira o samovar de prata e repõe a lanterna árabe. O samovar de prata nunca existiu. Hoje parece que esteve sempre ali no mesmo lugar de sempre a mesma cómoda a mesma jarra a mesma sala os peixes no cativeiro a mesma água a lanterna árabe debaixo da Virgem do Cerro senhora de Potosi

Pequenos objectos através dos quais se escreve a nossa vida. Agora o samovar de prata ontem a bola de arremesso escamas que se servem aos peixes de água fria em pequenas quantidades que possam ser comidas em poucos minutos sob o olhar das duas humildes imagens sem atributos e da Virgem do Cerro mártires de Potosi

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