12 maio 2008

Jantar em Kastanien Allee


Numa rua de Prenzlauer Berg reuniram-se alguns amigos. O casal K., que não via desde a queda do muro, já não demonstra nenhuma empatia. Só deve mesmo restar o amor. Quem diz isto é a Lisa. A minha amiga Lisa transformou-se numa conformista, e já fala em abrir um blog. O único problema, na vida dela, é o problema da habitação. Tem um homem a mais em casa. Um inquilino. O pai dos filhos. Já Minette, estranhamente, era a mais animada. As mesmas mãos de há dez anos, o mesmo colo, onde se houve rosas e milagre foi ali. Mas é difícil falar com Minette, que só fala alemão de Zurique. Eu tentei, como há dez anos, desta vez com redobrada convicção. O Jeremy, aquele gajo, explicou-me que para falar uma língua estrangeira é preciso ter 1) alguma coisa para comunicar e 2) vontade de o fazer. Depois é como nadar, ou escalar uma falésia, ou fazer rappel invertido, ou dançar o tango, ou fazer blinis, ou beijar a namorada suíça. As coisas saem. Não saíram, agora como há dez anos.

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