05 julho 2009

No tempo dos Malditos Os Que Cospem Nas Santinhas



(continuação)

Havia sete séculos que o povo nascera à sombra da cruz e sob a forte e segura protecção de um rei-herói que com mão de ferro traçara as fronteiras da pátria. E de então para cá tinha vindo caminhando sempre à sombra da cruz e guiado por grandes reis.
...
Dom Miguel! Esse sim, êsse era o querido do povo, um príncipe que lhe enchia as medidas. Um homem a valer. Homem de palavra e temente a Deus. Homem na fôrça e na coragem. Levantava do chão, só com os dentes, um saco de trigo de seis alqueires; e em esperas de toiros nunca ninguém o vira fugir. E depois era lindo. Alto, delgado, rijo como aço, porte real, cabeça de quem sabe mandar e coração resoluto mas pronto sempre a acudir. Dom Miguel, sim. Esse era o eleito do povo e não os tais deputados de pacotilha a sôldo de estrangeiros.

(continua)

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