06 janeiro 2008

Alguns Livros de 2007 ( que não li): J.M.Coetzee




J.M. Coetzee. Depois de Disgrace, que copiei para este blog no seu primeiro ano de existência, Coetzee é o meu escritor preferido. Gosto da secura, do despojamento, da solidão, do perigo que se aproxima e se instala sem se conseguir nomear, da aproximação aos grandes escritores russos, nos temas e no estilo. Aprendi com ele a vertigem de Elisabeth Costello, e passei, nos momentos de lucidez em que me afasto da minha limitada visão especista, a ver a Terra como um grande matadouro, onde a espécie triunfante criou espaços concentracionários de aniquilação em massa destinados a espécies, inicialmente domesticadas e depois condenadas a um cativeiro inenarrável.
De Coetzee surgiu este ano a tradução de Vida e Tempos de Michael K., de 1983. Infelizmente não se traduziu Slow Man, de 2004, nem Diary of a Bad Year, de 2007, apesar dos temas deste último serem incontornáveis (o mundo depois de Bush, Tony Blair e a invasão do Iraque, para resumir mal).
Ficam assim por conhecer, além da mais recente produção ficcional, os dois excelentes tomos de memória ficcionada juvenil e do início da idade adulta- Boyhood: scenes of provincial life e Youth: scenes of provincial life II (traduzidos no Brasil)- bem como a extensa obra de crítica e ensaio (reunida em White Writing, Doubling the point, Stanger Shores e Inner Workings).

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