16 março 2010

Solicitação


Filipa Júlio



Eduardo, leio e naturalmente aprecio, o que escreve da Literatura. Mas por favor, não me contabilize na guerra do Alecrim e do Vitalino, sobretudo quando me parece pôr do lado da Manjerona. Eu não tenho nada a ver com isso, estou profundamente desinteressado da claustrofobia do PSD e da brisa jugular que lhe alegra os dias. Disso, do que está por detrás disso, dos lados e pela frente. Deixe-me continuar a ler com prazer a sua crítica literária e ignore os meus desabafos, que são apenas vacilações na firme decisão de me manter afastado dos jogos florais da vossa cidadania de patrícios.

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12 março 2010

O partido do senhor Silva


Laslo Moholy Nagy


Quando me candidatei deixei o partido de que faço parte.


O senhor Silva a Judite de Sousa (ouvido na Antena 1)

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15 novembro 2009

Destruam todas as conversas


Jeff Walls


Concordo. Todas as conversas privadas de Sócrates devem ser apagadas. Já me parece excessivo apagar todas as conversas públicas.

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22 setembro 2009

Autárquicas

Legislativas

25 setembro 2008

Oh, tanta bomba assassinada



Grande luta nos meios de comunicação logo de manhã, ao acordar. Hoje ganharam os socialistas: Magalhães nas escolas e a inefável dona Lurdes, ou mesmo o inominável. Ontem ganharam os sociais-democratas: mais uma bomba assassinada. As gasolineiras serão sistemáticamente assaltadas no telejornal até à queda do ministro Pereira. Como o PSD não está ainda preparado para governar- imaginem o aborrecimento que seria Borges e o Aguiar Branco terem outra vez que deixar a intensa vida profissional e voltarem a fazer o esforço do serviço público- as gasolineiras caem lentamente, uma hoje, outra depois de amanhã. Na Lapa, a política é de pequenos passos, contentam-se com Magalhães, o secretário de estado das polícias, o ex-Ortega, o outro, esse.

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30 janeiro 2008

Adeus Campos


Yinka Shonibare
Gallantry and Criminal Conversation, 2002. Installation (detail)



Campos foi-se. Explodiu num momento de máximo protagonismo, entre duas entrevistas da sic e o espectáculo igualmente degradante da sua rua, dos seus motins. Espera-se que Campos leve consigo Pignatelli e o inefável secretário de quem ninguém recordará o nome. As emanações de Campos nos Conselhos de Administração dos Hospitais EPE e nas ARS vão hoje protestar a sua fidelidade à nova ministra da Saúde e agitar os tentáculos do monstro que os partidos do centro instalaram no governo do país, entre as repartições, o parlamento, as empresas e as sociedades discretas.
Campos e Pires de Lima representavam o pior de Sócrates: a arrogância, a pesporrência, o espírito vingativo, a submissão aos interesses económicos e, no caso de Pires de Lima, a ignorância. Sócrates quer ser amado pelos portugueses. A excessiva visibilidade destes parceiros deve-se ter tornado um pesadelo para o chefe do executivo. Ontem à tarde, interpelado pelos jornalistas, ele teve um movimento do corpo que simbolizava o seu estado de alma. Rodou sobre si próprio e fugiu para um lado qualquer, que por acaso era a esquerda, como se iniciasse, sem guarda-costas, um jogging solitário.

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